Antigamente,
tínhamos somente a televisão, os jornais impressos, as rádios, isso de uma
forma geral na vida das pessoas.
No
caso nas empresas, periódicos, jornais e revistas especializadas em diversas
áreas, além da experiência dos colaboradores. Estas eram, e ainda são as fontes
de informações nas empresas.
Hoje, com o
advento da internet, do e-mail, da banda larga, todos impulsionados pela
globalização, pela dita modernidade,
o volume de informações cresceram e crescem a cada dia. São milhões de e-mails
enviados todos os dias, a toda hora, são milhões ou bilhões de páginas na
internet.
Os meios de
armazenamento tiveram um relativo barateamento, se comparamos com alguns anos
atrás ou mesmo com o incalculável valor dos dados, que dão vida as organizações, gerando informação e esta gerando
conhecimento e apoiando a tomada de decisões.
Como em tudo,
quantidade não quer dizer qualidade. Um volume de informação muito grande,
sobre o mesmo assunto, de fontes diversas, tende a gerar um caos no momento de
sua análise, deixando a tomada de decisão lenta, e muitas vezes, sem
consistência.
O homem, quer a
todo custo, ultrapassar suas forças físicas e mentais, desejando saber cada vez
mais, e acredita que quanto mais informação tiver, mais ele se destacará.
Ninguém consegue saber tudo, ninguém consegue analisar, no curto espaço de
tempo exigido pelo mercado, um volume grande de informações.
Temos os sistemas
diversos, e dentre ele os sistemas de informações transacionais, que estão no
operacional da empresa, ou seja, no dia a dia, em contas a pagar, no marketing,
na produção, na contabilidade, suportando as operações básicas da corporação.
Um exemplo disso são os ERPs.
Mas estas
informações são utilizadas de forma estruturada, ou seja, relações
pré-definidas, dentro das necessidades das unidades de negócio, e dentro
destas, definidas por seus usuários principais, pessoas que conhecem bem o seu
dia a dia.
Deixa-se de fora,
muitas relações entre os dados que não podem ser tratadas, por aplicativos como
ERPs e bancos de dados relacionais. As empresas ficam com muitas informação,
que dão apoio ao dia a dia, mas que muitas vezes não permitem predições, buscar tendências de mercado e afins.
Para isso temos as
ferramentas, que fazem este trabalho, buscando relações entre os dados,
tendências e afins: o Data mining.
O Data mining é a
união entre a inteligência artificial e suas ramificações, mais técnicas
estatísticas, como regressão, teorema de bayes entre outras, que permitem
assim, relacionar um conjunto de dados com outros, completamente diferente, e
encontrar uma relação, extrair conhecimento que dificilmente se conseguiria com
um ERP, por exemplo.
Por exemplo, o
Wall mart, já utilizou muito estas ferramentas, e encontro a relação entre
fraldas e cervejas, e com isso, colocou as gôndolas de cervejas próximo a das
fraldas, resultado: aumento na venda de cervejas.
Utiliza-se ainda,
estas técnicas de extração e descoberta de conhecimento (KDD), em outras áreas,
como medicina, biologia, engenharia, na administração, no governo (Receita
Federal, por exemplo).
Com o uso de estatística, pode-se conhecer
qual a probabilidade de Y ocorrer, caso X ocorra. Por exemplo, qual a
probabilidade das vendas de um produto Y crescer, caso X esteja em promoção?
O varejo utiliza
muito isso, como o já citado Wall Mart. O pão de açúcar também é um exemplo.
Procurei mostrar
uma saída para o uso das informações nas empresas, ajudando na tomada de
decisão e indicando caminhos.
Mas nunca deixe de
lado o gerenciamento da informação, buscando sempre dados e informações sem
duplicidades, consistentes, rápidas, no volume necessário e que estejam
disponível para o seu verdadeiro dono.
Anderson Siqueira
Administrador,
analista de sistemas e processos, com mais de 10 anos de atuação nestas áreas,
professor na Fatec/Mauá
Contato : asantossiqueira@bol.com.br